
As tendências do setor de educação corporativa estão mudando com as novas tecnologias, recursos e necessidades de negócios. O modelo tradicional de treinamentos estáticos não tem dado conta da velocidade de tantas mudanças. O setor de aprendizagem e desenvolvimento conquistou uma importância inédita nas empresas, já que agora elas precisam acompanhar os avanços da IA, equilibrar objetivos cada vez mais complexos e se preparar para novos grandes paradigmas ainda desconhecidos.
Ao longo de 2025, conversei com diversos líderes executivos de RH, TI e T&D, além de analistas do setor e da minha equipe de engenheiros de produto, e um tema foi recorrente:
Em 2026, a capacidade de desenvolver novas habilidades será mais importante do que qualquer escolha tecnológica.
Confira a seguir as sete principais tendências de aprendizagem e desenvolvimento que definirão o futuro:
Embora as taxonomias de habilidades tenham sido criadas como uma forma de organizar e catalogar as habilidades da força de trabalho de uma organização, elas são confusas e complicadas de serem aplicadas. Por isso, as empresas estão recorrendo às metodologias de habilidades.
Uma metodologia de habilidades cria um elo claro entre as funções e as habilidades, permitindo que cada colaborador saiba exatamente quais habilidades e níveis de proficiência são necessários para as tarefas que desempenham e para os cargos que desejam alcançar. Eles passam a ter plena consciência de onde estão e que há uma rota clara de crescimento, fazendo com que a aprendizagem fique muito mais direcionada e alinhada ao trabalho.
Grandes empresas gastam milhões para ter bibliotecas de conteúdos que não são utilizadas o suficiente para justificar tamanha despesa. Com a IA cuidando da curadoria dinâmica de conteúdos, essas bibliotecas deixarão de ser o único destino procurado pelos colaboradores na hora de estudar. Em vez disso, elas passarão a ser mais como “ingredientes” que servirão de base para a curadoria de trilhas e experiências por IA.
Em 2026, as bibliotecas deixarão de ser “destino para colaboradores” e passarão a ser matérias-primas que a IA usará para montar trilhas personalizadas conforme o contexto de cada aprendiz. A relevância vira o diferencial, e o tamanho do catálogo deixa de ser importante, o que significa que muitas organizações conseguirão reduzir seus investimentos. No futuro, os bons conteúdos serão aqueles que a IA pode usar para atender a necessidades, habilidades e níveis específicos.
As empresas voltarão a investir em experiências de liderança imersivas e presenciais, utilizando a IA para proporcionar reflexão, coaching e prática antes, durante e depois de interações importantes. O desenvolvimento de liderança é fundamental para todas as empresas, tanto que as pessoas mais influentes da sua equipe precisam ter habilidades para promover, atuar e ajudar na gestão de mudanças da força de trabalho.
Hoje, as empresas estão repletas de ferramentas e recursos de IA e investem nelas como se não houvesse amanhã. Mesmo assim, o ROI está deixando a desejar. Quase 95% das empresas não tiveram nenhum retorno de seus investimentos em IAs internas, e apenas 15% dos usuários de IA generativa relatam que suas organizações perceberam um ROI expressivo com a nova tecnologia.
Há um motivo para isso: é a capacitação, e não apenas o acesso, que determina se uma tecnologia faz mesmo a diferença.
Em 2026, as equipes de aprendizagem terão um papel central na viabilização de mudanças ao desenvolver nas pessoas a autoconfiança, os comportamentos e a mentalidade que as permitirão mudar o jeito de trabalhar, indo além do mero uso de ferramentas novas. O setor de aprendizagem ajudará os colaboradores a assimilar a mudança e a se transformar no ritmo da tecnologia.
Os líderes não estão mais acompanhando apenas o consumo de conteúdos, como as métricas de conclusões. Além das métricas de eficiência e economia de tempo, eles querem uma prova de que a força de trabalho está realmente se transformando.
Os líderes querem ter visibilidade sobre:
Os painéis de habilidades passarão a ser uma peça-chave para o monitoramento do progresso e para provar que a transformação está mesmo acontecendo na empresa.
O setor de aprendizagem não pode mais operar isoladamente. É preciso repensá-lo como um elemento de apoio aos objetivos da empresa sob a ótica da vastidão de expertises necessárias em toda a organização.
Esse novo modelo de funcionamento abrangerá consultoria de desempenho, orquestração de IA e parcerias com profissionais de dados. Equipes mais enxutas funcionarão de forma estratégica, integradas a iniciativas de toda a empresa, a fim de acelerar a execução e o impacto de iniciativas críticas para os negócios.
A reflexão sempre foi uma parte importante das metodologias de aprendizagem. Inclusive, estudos mostram que a reflexão pode ajudar na retenção do conhecimento e na potencialização de resultados. Mesmo assim, não é tão fácil colocá-la em prática.
Com todas essas mudanças que a IA vem promovendo, surgiram interações periódicas e produtivas que podem ajudar a resumir e sedimentar o desenvolvimento de novas habilidades ou a assimilação de novas informações. Os aprendizes podem resumir o que aprenderam, praticar interações ou se preparar para situações reais, e as equipes podem conversar sobre as lições aprendidas com mais frequência.
Tudo isso gera mais preparo, mais clareza e mais autoconfiança para os colaboradores.
A IA está acelerando tudo, mas é a capacitação que determinará quem dará conta de acompanhar esse ritmo frenético.
As organizações que deslancharão em 2026 não serão aquelas que tiverem mais ferramentas. O avanço virá para as empresas que desenvolverem uma força de trabalho capaz de se adaptar, crescer e atuar em um ambiente onde a constância das mudanças é a palavra de ordem. Por isso, é importante acompanhar as tendências de aprendizagem e desenvolvimento que têm mais chances de acelerar a transformação da força de trabalho.
Afinal, a área de aprendizagem deixou de ser um braço do departamento de T&D ou de RH. Ela agora é o sistema operacional da transformação da sua empresa.

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