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A IA fica mais inteligente a cada dia que passa. E a força de trabalho da sua empresa?

A IA está transformando nossa maneira de trabalhar. Com isso, a adaptabilidade passou a ser inegociável, e os avanços da sua empresa dependerão da velocidade e da agilidade da força de trabalho. 

Sozinha, a IA não é uma vantagem competitiva. Afinal, essa tecnologia já está difundida e é de fácil acesso para a concorrência também. Isso quer dizer que o diferencial está nas pessoas que compõem o quadro da sua empresa. Este ano, mais do que nunca, é fundamental que o desenvolvimento humano receba o mesmo investimento ― ou um valor até maior ― que dedicamos à tecnologia. 

Como líderes, mais do que estimular a produtividade nos colaboradores, precisamos garantir que cada pessoa esteja mais capacitada dia após dia. Esse será o pré-requisito para que as organizações sejam saudáveis e prósperas na era da IA.

O panorama da aprendizagem em 2026

As pessoas são o ponto de partida e a finalidade de tudo. Essa foi a realidade dos anos passado e retrasado. O que tem mudado são as ferramentas que estão à nossa disposição para capacitação profissional. Vejamos as evoluções desse cenário:

  1. As habilidades têm uma importância cada vez maior. O índice de inovação indica que as habilidades estão mudando com uma velocidade inédita. A meia-vida das habilidades está encolhendo a um ritmo alucinante, principalmente no caso das habilidades de IA. Estamos começando a ver organizações deslanchando conforme capacitam a força de trabalho e caminham rumo à adaptabilidade baseada em habilidades. A partir de uma ideia mais clara das habilidades disponíveis internamente, cada organização pode dar orientações sobre quais pontos merecem a atenção dos colaboradores para fins de aprimoramento de habilidades, ajustes nas formas de trabalhar e aceleração da evolução, sempre do jeito mais conveniente para os negócios.
  2. A IA viabiliza experiências de aprendizagem personalizada que jamais foram escaláveis. Os colaboradores agora podem praticar e aplicar novos conhecimentos em um ambiente de baixo risco. O coaching por IA dá autonomia para que cada colaborador possa aprender no momento mais adequado para sua realidade, oferecendo feedback personalizado imediato que ajudará a sedimentar os conhecimentos e a aprimorar habilidades com mais eficácia. Além disso, a IA vem melhorando sua capacidade de guardar e incorporar contextos individuais de aprendizagem, aperfeiçoando também o feedback apresentado.
  3. A IA acabou de desbravar uma imensa fronteira de dados de habilidades, aprendizagem e conteúdos. A IA nos permite avaliar um grande volume de experiências de aprendizagem. Agora é possível analisar coletivamente conteúdos educativos, artigos, cursos, podcasts, aulas e diplomas e, a partir disso, coletar dados para ver quais conteúdos e trilhas estão de fato gerando os resultados baseados em habilidades que a organização busca. Trata-se de um conjunto de dados a que jamais tivemos acesso,facilitando o desenvolvimento de habilidades com impacto real e em larga escala.

A IA gera expectativas, mas não elimina o trabalho.

A IA não vai substituir profissionais. 

E aqui explico o motivo: podemos aproveitar a eficiência que a IA oferece e capacitar cada colaborador para produzir mais com a mesma jornada de trabalho, ou podemos usá-la para ter a mesma produção em menos tempo. A decisão inteligente é aproveitar os ganhos de eficiência: aumentar a produtividade com a mesma quantidade de pessoas, em vez de frear o ritmo e reduzir o quadro de pessoal.

Sempre haverá uma vantagem competitiva para quem trabalha mais tempo.

Mesmo com sua crescente sofisticação, a IA não está eliminando vagas em larga escala. Segundo a Forbes, líderes usam mais a IA do que gestores, e gestores usam mais a IA do que seus subordinados. Vale a reflexão: quem está dando o exemplo no uso da IA são os níveis mais altos da administração, que dão início a um efeito cascata na empresa. Mesmo assim, é muito improvável que os líderes passem a ficar ociosos como num passe de mágica, só porque usam mais a IA. A tecnologia não está substituindo o trabalho deles. Ela está definindo parâmetros mais elevados de eficiência, eficácia e resultados. 

Não trabalharemos menos horas de repente porque a IA está mais inteligente. Os empregadores esperarão mais impacto proveniente do mesmo investimento de tempo, e isso é uma boa notícia para o mercado de trabalho. 

Segundo o relatório State of AI da McKinsey, publicado em 2025, 80% dos participantes informaram que a eficiência é um objetivo da IA para suas empresas, mas que elas “estão percebendo que a IA costuma oferecer benefícios maiores quando definem crescimento ou inovação como objetivos adicionais”. São esses fatores que servem de pilar para o verdadeiro valor de um futuro com a IA. Além de acelerarmos uma produção maior, encontraremos novas formas de trabalho, desenvolvimento e inovação para ampliar os negócios.

E a IA não consegue fazer isso sozinha. As soluções relacionadas à força de trabalho do futuro precisam do desenvolvimento humano e da criatividade para que a revolução da IA tenha sucesso em larga escala. Ponto final.

O futuro é de quem aprende melhor

Em um mundo em que a IA está por toda parte, a habilidade mais importante não é saber tudo, mas, sim, saber se preparar para os próximos desafios. O futuro do trabalho não será definido pelo grau de inteligência das máquinas, mas pela forma como investimos intencionalmente na capacidade humana.

As empresas que estarão na vanguarda da próxima era do trabalho não serão as que usam a IA mais avançada, mas, sim, aquelas que conseguiram viabilizar a aprendizagem personalizada em larga escala. Aquelas que prepararam a força de trabalho mais ágil, capacitada e que está sempre aprendendo algo novo. 

Por isso, proponho aqui novamente o questionamento: a IA está ficando mais inteligente a cada dia que passa… Isso também é verdade para os colaboradores da sua empresa?

Bom, deveria ser.

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