

A Lei da União Europeia sobre IA chegou para mandar um recado claro para líderes de grandes empresas: a IA é mais do que uma oportunidade de inovação e traz consigo responsabilidades, podendo até representar um risco.
A legislação abrange todas as organizações que tiverem uma presença expressiva na União Europeia. Além disso, aquelas que utilizarem IA para fazer triagem, treinamentos ou gerenciamento de talentos poderão ser enquadradas nas regras dos sistemas de risco elevado, o que pode complicar o compliance se errarem na escolha dos parceiros e provedores. No entanto, mesmo com esses desafios, há oportunidades: aproveitar a pressão regulatória para aumentar a autoconfiança e a fluência da força de trabalho no uso da IA generativa e desenvolver uma vantagem competitiva.
Trata-se de uma oportunidade de capacitar os colaboradores para que trabalhem com a IA de forma ética, fluida e efetiva, fazendo com que a organização esteja na vanguarda da era da IA, sem se ater apenas a cumprir a lei. Para CHROs, CLOs e CIOs, esse é o ponto de virada estratégico para integrar a aprendizagem de IA ética, estruturada e escalável no DNA de suas organizações.
Por que a Lei da União Europeia sobre IA muda o jogo?
A Lei da União Europeia sobre IA traz normas abrangentes sobre o desenvolvimento e o uso de IA, com algumas das exigências mais rigorosas afetando sistemas feitos para automatizar o gerenciamento da força de trabalho.
O artigo 4º da Lei da União Europeia sobre IA é categórico:
“Os prestadores e os responsáveis pela implantação de sistemas de IA adotam medidas para garantir, na medida do possível, que o seu pessoal e outras pessoas envolvidas na operação e utilização de sistemas de IA em seu nome dispõem de um nível suficiente de literacia no domínio da IA.”
As organizações são responsáveis por garantir que as pessoas que interagem com sistemas de IA sejam devidamente treinadas do ponto de vista técnico, ético e contextual. Para profissionais de RH e de aprendizagem, isso significa repensar como a IA é introduzida, adotada e controlada entre a força de trabalho.
Se você está usando IA para contratar, promover o upskilling, gerenciar ou avaliar colaboradores, saiba que será necessário garantir que seu provedor de IA tenha passado por processos de due diligence e desenvolvido sua solução de IA de um jeito que a sua empresa consiga cumprir as exigências da lei europeia.
A pesquisa global que realizamos em parceria com a Harvard Business Publishing mostra que:
- 68% dos colaboradores utilizam ferramentas de IA generativa pelo menos uma vez por semana, indicando uma adoção vasta e descentralizada;
- mesmo assim, 78% dos colaboradores afirmam não ter autoconfiança para utilizar essas ferramentas de forma eficaz;
- apenas 7% têm fluência suficiente para desenvolver ou personalizar ferramentas de IA generativa;
- e 74% dos executivos não receberam nenhum treinamento formal em IA generativa.
Apesar do uso disseminado, muitas organizações estão trabalhando às escuras, com colaboradores utilizando ferramentas de IA sem os treinamentos, a supervisão ou a infraestrutura que a lei exige. Além de ser um grave risco de compliance, isso também representa a perda da oportunidade de transformar a adoção da IA em ganhos mensuráveis de desempenho e inovação.

Noções gerais sobre a Lei da União Europeia sobre IA
A Lei da União Europeia sobre IA regula aplicativos de IA com base em seus respectivos níveis de risco, que podem ser: inaceitável, elevado, limitado e mínimo. Essa abordagem baseada em riscos garante que quanto mais alto for o risco gerado por um sistema de IA, mais rigorosas serão as exigências de compliance que se aplicam a ele. Alguns aplicativos de IA podem ser estritamente ilícitos nos termos da Lei da União Europeia sobre IA, enquanto outros, classificados como de risco elevado, podem precisar ser desenvolvidos de maneiras específicas, seguindo os requisitos impostos pela legislação.
O cumprimento da Lei da União Europeia sobre IA não se resume a seguir a norma, pois a ideia geral é garantir que os sistemas de IA sejam confiáveis e benéficos para todos os usuários. Para os profissionais de RH, aprendizagem e gestão de talentos, esse paradigma é sinônimo de:
Segurança e confiança
Garantir que ferramentas de upskilling que contam com o auxílio da IA sejam seguras e confiáveis, fomentando um ambiente de confiança entre a tecnologia e seus usuários.
Transparência
Apresentar informações claras sobre como os sistemas de IA tomam decisões é fundamental para os aplicativos de treinamento capazes de influenciar resultados de aprendizagem e avaliações.
Segurança jurídica
Mitigar riscos jurídicos associados à falta de compliance, que podem incluir multas pesadas e danos à reputação.
Os 3 propulsores de uma força de trabalho fluente em IA generativa
Nossa pesquisa mostra que estratégias de IA bem-sucedidas compartilham de três fatores cruciais, propulsores que unem o compliance jurídico com vantagens nos negócios:
1. Ferramentas e infraestrutura
Não dá para desenvolver autoconfiança na IA generativa sem que as pessoas tenham acesso prático às ferramentas — nem sem integrá-las a fluxos reais do dia a dia de trabalho. Portanto, é preciso contar com sistemas que sejam seguros e explicáveis que:
- Estejam alinhados a padrões éticos e aos arcabouços de riscos empresariais.
- Deem visibilidade sobre como os resultados da IA são gerados.
- Tenham integração com sistemas de desempenho, desenvolvimento e tomada de decisões.
2. Apoio e treinamentos organizacionais
A aprendizagem de IA deve ser estruturada, estratégica e padronizada. Organizações de alto desempenho estão:
- Implantando academias, certificações e simulações envolvendo IA.
- Oferecendo treinamentos específicos para funções que lidam diretamente com IA, como engenheiros de prompts e analistas de IA.
- Impondo o letramento em IA generativa para gestores e tomadores de decisões.
3. Uma força de trabalho motivada
A motivação acelera a aprendizagem. Nossa pesquisa mostra que os colaboradores que enxergam um benefício pessoal, como produtividade ou estímulo da criatividade, têm 77x mais chances de interagir mais profundamente com a IA generativa. Isso é sinônimo de:
- Comunicação clara do valor da IA.
- Uso da IA para aprendizagem autônoma.
- Liderança que serve de modelo para experimentações responsáveis.
Quando esses três propulsores atuam juntos, as organizações passam a contar com uma força de trabalho confiante, capaz e que cumpre as normas.

Do compliance à autoconfiança: como desenvolver a fluência em IA generativa em toda a empresa
Conforme a IA generativa vai dando novos moldes à nossa maneira de trabalhar, percebemos que o compliance é apenas o ponto de partida. CHROs, CLOs e CIOs de hoje têm uma dupla missão: garantir a governança e dar autonomia para que os colaboradores utilizem a IA com ética e autoconfiança. Para superar esse desafio, é preciso ir além de colocar políticas em prática.
Veja o que grandes organizações aconselham:
- Avalie os níveis de letramento em IA dos colaboradores e da liderança.
- Integre a IA generativa aos fluxos de aprendizagem e ao dia a dia de trabalho.
- Proporcione oportunidades de prática, por meio de simulações e aplicações a casos reais.
- Desenvolva fluência em cada nível, desde os trabalhadores da linha de frente à liderança executiva.
- Defina novas funções e responsabilidades para escalar as habilidades relacionadas à IA.
Ao desenvolver uma força de trabalho fluente em IA generativa, as organizações reduzem riscos, aceleram a inovação e se preparam para assumir a liderança — com ética e efetividade.
Como a Degreed auxilia a jornada da sua empresa
O compliance está no coração do processo de desenvolvimento da Degreed. Nossa plataforma é feita para cumprir a Lei da União Europeia sobre IA ao utilizar:
- Plataformas de IA que priorizam a supervisão humana, a explicabilidade e a proteção de dados.
- Ferramentas estruturadas de aprendizagem de IA generativa por meio de academias, coaching e trilhas personalizadas.
- Arquitetura e registros que seguem os princípios do Compliance-by-Design para garantir transparência e auditabilidade.
Conte com a Degreed para transformar a pressão regulatória em uma vantagem competitiva ao promover o letramento de IA para quem mais importa: os colaboradores da sua organização.

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