Sobre a Degreed  •  Artigo  •  5 min

Inteligência de habilidades é mais do que um recurso, é disciplina. E é a IA que faz ela avançar.

Por que contratamos Liz Tan Levy como nossa diretora de produto — e o que essa contratação indica sobre os rumos da Degreed.

Neste exato momento, todo mundo que vende tecnologias de RH para grandes empresas diz ter foco total em habilidades.

Você já viu as apresentações de produtos, o jargão da categoria, telas de plataformas com tags de habilidades e métricas de proficiência, e diversos comunicados à imprensa anunciando que a IA mostrará os conteúdos certos na hora certa. O mercado passou a focar em uma única história, e cada um conta uma versão.

A inteligência de habilidades tem uma peculiaridade: falar dela e desenvolvê-la são dois desafios muito diferentes.

Para desenvolver de verdade a inteligência de habilidades — aquela que proporciona às organizações uma visão clara das capacidades e lacunas existentes no quadro de pessoal, e o que fazer em relação a isso —, é preciso ter uma combinação específica e rara de atributos: know-how profundo sobre como as habilidades são definidas, validadas e mapeadas em toda a força de trabalho; a capacidade de ligar sinais de aprendizagem a dados expressivos de resultados; intuição sobre como transformar essa complexidade em algo útil para as pessoas; e a paciência para acertar, porque atalhos na infraestrutura de habilidades só tendem a trazer complicações com o tempo.

Essa combinação não vem pronta em um roadmap do produto. Ela é trazida por pessoas que dedicaram a carreira a construir essa interseção — e são talentos raros no mercado.

Foi por isso que contratamos Elizabeth Tan Levy como diretora de produto da Degreed.

Por que a Liz, e por que agora?

Liz passou a carreira no lugar exato onde dados de habilidades, inteligência sobre a força de trabalho e desenvolvimento de produto com IA convergem. Não como experiências adjacentes que se somam para formar uma especialização em habilidades, mas, sim, como o foco robusto e deliberado em entender como as organizações podem fazer com que as habilidades sejam visíveis, mensuráveis e úteis.

Há pouco tempo, Liz estava montando uma equipe de pesquisa e dados relacionados a IA no The Burning Glass Institute, uma organização independente de pesquisa conhecida em todo o mundo por ser a fonte mais rigorosa e confiável de inteligência de habilidades do mercado de trabalho. Ela também liderou o crescimento de produto ao longo de diversos estágios na Lightcast, a empresa de análises de dados cuja taxonomia de habilidades e dados do mercado de trabalho embasam algumas das mais importantes decisões de multinacionais, governos e universidades sobre a força de trabalho. E, antes de tudo isso, ela desenvolveu e lançou produtos de aprendizagem personalizada e descoberta de conteúdos na Reed Elsevier.

O elo entre essas experiências é o padrão do problema com o qual Liz vem trabalhando: como transformar a gigantesca complexidade de habilidades — ou seja, como as pessoas as desenvolvem, que utilidade elas têm para as organizações, que valor o mercado enxerga nelas — em algo que facilite processos decisórios?

Nós criamos a Degreed para resolver exatamente esse problema. E a próxima pergunta — aquela que está no nosso foco agora — é como fazer com que essa inteligência gere ações e não apenas embase decisões.

O mercado vem levantando questões mais complexas.

Por muito tempo, o diálogo sobre habilidades no campo da tecnologia corporativa girava em torno de ambições: estratégias organizacionais baseadas em habilidades; passaportes de habilidades; taxonomias de habilidades; e a visão de uma força de trabalho na qual a capacidade de todo mundo é compreendida, com o desenvolvimento sendo motivado pelo que as pessoas de fato são capazes de realizar, em vez de se pautar apenas em cursos universitários ou tempo em uma determinada função.

Essa visão ainda está certa, e os dados não mentem: segundo a pesquisa mais recente do Fosway, o upskilling vem sendo a maior prioridade da área de T&D por dois anos consecutivos. O timing do mercado nunca esteve tão favorável.

Contudo, o diálogo tomou novos caminhos. As organizações não estão mais questionando se devem ter foco em habilidades. Em vez disso, elas querem saber se o processo está funcionando, os CFOs buscam comprovações do ROI, os CIOs estão avaliando a infraestrutura de dados, e os líderes de T&D — que passaram anos montando o caso de negócios — precisam mostrar resultados. Nada de narrativas estratégicas ou taxas de conclusão. Afinal, o que importa aqui é comprovar que as lacunas de habilidades estão sendo sanadas e que os negócios estão avançando com mais agilidade justamente por causa desse foco.

Trata-se, portanto, de uma questão mais difícil e que demanda outro tipo de produto.

Exatamente o produto que estamos desenvolvendo, e é aí que Liz entra em cena.

A visão da Degreed é criar o principal perfil de habilidades do mundo: um panorama dinâmico e abrangente do que cada pessoa em uma organização pode fazer, o que ela precisa desenvolver e como isso está correlacionado ao que os negócios realmente precisam. Um perfil de habilidades que não seja estático, um mero retrato. Mas, sim, um recurso inteligente, que recebe atualizações contínuas e que tenha utilidade para ações organizacionais.

Essa visão tem dois componentes inseparáveis.

O primeiro é a profundidade da inteligência de habilidades: o rigor da camada de dados, a abrangência da taxonomia de habilidades, a precisão das habilidades inferidas de diversos sinais de aprendizagem. Tudo isso é trabalho de base, nada glamouroso, mas o alicerce que possibilitará avanços. Aqui, atalhos só tendem a trazer complicações com o tempo, e a Degreed sempre levou isso muito a sério.

O segundo é a IA: a capacidade de transformar insights em ações. O Maestro da Degreed é a nossa aposta nesse futuro: uma IA que, além de trazer o conteúdo certo no momento certo, ainda ajuda ativamente organizações a sanar as lacunas de habilidades, recomenda trilhas de desenvolvimento e esclarece o nível de preparo da força de trabalho de maneiras que se conectam diretamente às decisões de negócios.

Liz chegou para fazer esses dois componentes evoluírem juntos. O know-how que ela traz sobre dados da força de trabalho e produtos com IA indica um vasto conhecimento de todos os pormenores, desde a integridade da taxonomia de habilidades à experiência com o produto, fazendo com que a inteligência seja prática. A tarefa de Liz é pegar o produto que a Degreed vem desenvolvendo e potencializá-lo para atender ao mercado.

Temos algo mais a dizer.

Escrever um post em nosso blog sobre a contratação de uma nova diretora de produto tem um significado enorme. Há uma versão deste anúncio bem mais formal, na qual o histórico impressionante e o enquadramento seguro podem dar a entender que, na prática, nada mudou ainda.

Então, queremos ser claros quanto ao que está ou não acontecendo.

A Degreed está investindo deliberadamente nas pessoas e no aprofundamento do produto, a fim de liderar a categoria de inteligência de habilidades com IA nessa sua próxima era. Estamos apontando para onde estamos indo, e não dizendo que já chegamos ao nosso destino.

Liz começa agora. O trabalho já está em andamento. A partir de agora, nosso produto falará por si.

Elizabeth (Liz) Tan Levy é diretora de produto da Degreed. Ela vem do The Burning Glass Institute, onde comandou o departamento de pesquisa e dados relacionados a IA.

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