IA e inovação em aprendizagem   •  Artigo  •  4 min

Não dá para fugir da mudança da IA, mas dá para se antecipar a ela

A IA está ampliando o que é possível fazer no trabalho a um ritmo mais acelerado do que as pessoas conseguem acompanhar.

Eu chamo esse processo de Era da Intensificação. A IA está elevando as expectativas mais rápido do que as empresas estão desenvolvendo a capacidade dos colaboradores para atendê-las.

A Deloitte constatou que 85% das lideranças consideram crítica a capacidade de se adaptar nessa velocidade para o futuro da sua organização. Mas apenas 7% dizem que são realmente boas nisso. Se você quer entender por que os investimentos em IA não estão gerando resultados, essa é a primeira lacuna a ser analisada.

As empresas não podem fugir dessa mudança. Mas as pessoas podem se antecipar a ela.

Os colaboradores estão travados na zona de impacto

Segundo a McKinsey, o colaborador médio hoje passa por cinco vezes mais programas de mudança em um ano do que há uma década. A aprendizagem tradicional seguia esse ritmo mais lento.

As empresas não podem mais se dar ao luxo de separar um tempo para absorver essas transformações. A adaptabilidade é fundamental, mas a força de trabalho (ou sistema de aprendizagem) de nenhuma empresa parece estar preparada para ser adaptável.

Os colaboradores estão travados na zona de impacto das mudanças, tentando recuperar o fôlego, mas a aprendizagem tradicional não dá conta de socorrê-los.

Os sistemas de trabalho e de aprendizagem mais tradicionais não foram criados para tantas mudanças

A maioria das empresas se fia em modelos de gerenciamento de mudanças e em sistemas de aprendizagem tradicionais que não foram concebidos para essa velocidade sem precedentes de transformação. É ultrapassado supor que a solução desse problema seja a oferta de uma quantidade avassaladora de conteúdos educativos.

Conteúdos educativos selecionados por curadoria manual tendem a ficar desatualizados antes mesmo de serem disponibilizados ao público. Até dados tradicionais de atividades de aprendizagem, como conclusões ou horas dedicadas aos estudos, já não são mais evidências suficientes para a alta administração de que a força de trabalho está, de fato, se transformando com a IA. A equipe executiva precisa de provas mais concretas, e esse ônus recai sobre as lideranças de T&D, desenvolvimento de talentos e RH.

Os conteúdos precisam ser personalizados e se adaptar ao contexto, antes de serem necessários. Novas métricas de dados que comprovem diretamente o nível de preparo dos colaboradores e os resultados nos negócios precisam ganhar visibilidade. A questão é que os sistemas antigos são incapazes de dar essa visibilidade.

Precisamos reinventar totalmente a aprendizagem, colocando a IA no centro de tudo.

Descubra como é a aprendizagem centrada em IA

A aprendizagem da força de trabalho não cabe mais na mesma caixa em que ficou confortavelmente na última década. As experiências e a inteligência de aprendizagem com IA serão os pilares do futuro do upskilling no ambiente corporativo.

Simulações com IA têm o potencial de trazer realismo e acessibilidade para experiências de prática.

A inteligência de habilidades orientada por IA pode atribuir números reais ao nível de preparo, à competência e ao desenvolvimento das habilidades ao longo do tempo.

O coaching com IA pode democratizar o feedback e poupar o tempo de especialistas para as áreas de maior impacto.

Agentes de IA podem identificar onde o desenvolvimento é necessário e tomar providências para aprimorar habilidades de colaboradores específicos antes mesmo de um gestor precisar se envolver.

Com a IA, o nível de preparo pode ser mensurado diretamente e a aprendizagem pode ser vinculada a métricas de negócios já bem estabelecidas, como a geração de receita e o tempo até a produtividade.

Em um horizonte próximo, vemos os agentes de IA perceberem essa oportunidade com antecedência: identificar onde alguém está travado antes de pedir ajuda, ou ver uma reunião na agenda e sugerir uma sessão de prática contextualizada, e, a partir daí, criar a próxima repetição sem esperar que alguém a desenvolva.

Essa é a personalização proativa que os sistemas tradicionais de aprendizagem jamais conseguiriam contemplar.

Agora, a imaginação é o único limite para a aprendizagem

A tecnologia para criar aprendizagem direcionada nessa velocidade já existe.

Não posso dizer como serão os próximos dez anos na área da aprendizagem, mas a IA abriu a porta para um futuro que mal conseguiríamos imaginar uma década atrás.

O que posso dizer é que os agentes de IA são a próxima onda da aprendizagem.

Imagine agentes que cuidam automaticamente da manutenção do catálogo de conteúdos da sua empresa. Ou agentes que oferecem aos administradores uma visão consolidada da transformação com IA em toda a força de trabalho e enviam relatórios de progresso aos gestores pelo Slack ou Teams. Mais do que proativa, a administração da aprendizagem passaria a ser automatizada.

As habilidades poderiam ser desenvolvidas antes de a empresa precisar delas.

Tudo isso era inimaginável dez anos atrás, mas já é realidade hoje.

Vislumbre como será o futuro no Degreed Vision 2026, com exemplos reais da Phillips 66, insights de especialistas da Marsh (antiga Mercer), uma prévia de experimentos do nosso Laboratório de IA e uma amostra dos novos agentes de IA da Degreed e dos que estão por vir.

É assim que vamos ajudar o mundo a se preparar em um ritmo mais acelerado do que o das mudanças.

Agende uma demonstração para saber mais.

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