O orçamento de T&D encolheu, mas sua estrutura de fornecedores continua a mesma

A reunião de definição geral de orçamento terminou: a verba para a equipe de T&D encolheu, e o CFO quer ver os números do que vocês têm feito. O que sua equipe faz para reduzir os gastos e ficar dentro do novo orçamento?

A maioria das equipes de aprendizagem agiria por instinto cortando uma biblioteca de cursos aqui e uma licença de conteúdos acolá. Parece disciplina fiscal, mas, na prática, isso só piora o problema dos custos.

Cortes na aprendizagem não reduzem custos no longo prazo. O que acontece é que a integração fica mais lenta, as lacunas de habilidades se alargam, a rotatividade sobe, e o nível de preparo dos colaboradores fica limitado, já que o desenvolvimento de talentos desacelera.

A verdadeira oportunidade de economia não é aparente para a maioria das equipes.

Os orçamentos estão achatados, mas as expectativas só crescem.

Segundo a Gartner, 65% dos líderes de RH esperam ter orçamentos inalterados ou menores nos próximos dois anos. Ao mesmo tempo, as organizações enfrentam pressões crescentes para desenvolver fluência em IA, sanar lacunas de habilidades críticas e fortalecer a sucessão de lideranças a um ritmo capaz de acompanhar o dinamismo acelerado do mundo dos negócios.

Os CFOs estão atentos. As equipes financeiras agora estão exigindo a apresentação de um ROI claro e quantificável para cada centavo investido em capital humano, e a área de T&D está no radar. A discrepância entre o que as organizações precisam alcançar e o que as equipes de aprendizagem têm para gastar não é um mero problema orçamentário, mas, sim, um problema de credibilidade para os departamentos de T&D.

A maioria das equipes de aprendizagem não está pronta para tratar desse assunto. Elas chegam às reuniões de definição de orçamento munidas de taxas de conclusão e pontuações de engajamento, mas o que os CFOs querem saber é onde estão as reduções de custos, os ganhos de produtividade e os dados de retenção de talentos. O investimento da área de T&D até pode ser robusto, mas o jeito como ele é apresentado costuma deixar a desejar, especialmente se não estiver claro o tipo de comprovação de ROI que interessa à alta administração.

Antes de cortar qualquer programa, os líderes de T&D devem levantar um questionamento importante: onde estão os maiores desperdícios de orçamento?

Onde os desperdícios acontecem de verdade

Grandes empresas usam, em média, 11 ou mais fornecedores de aprendizagem, segundo uma pesquisa sobre realidades da aprendizagem digital conduzida pela Fosway. Muitos desses fornecedores têm grandes redundâncias em termos de conteúdo, funcionalidades e licenças. Em outras palavras, as organizações costumam pagar várias vezes pelas mesmas coisas.

Vamos aos números: entre 30% e 50% das licenças de SaaS em qualquer grande empresa deixam de ser utilizadas em algum momento. O custo anual dessa subutilização gira em torno de US$ 18 milhões entre os setores, e plataformas de aprendizagem e provedores de conteúdos seguem esse mesmo padrão.

Uma multinacional de telecomunicações que integra a Fortune 100 confrontou esse problema: ao reduzir a redundância de conteúdos com a Degreed, foi possível economizar US$ 1 milhão sem precisar cortar programa nenhum.

Esse tipo de desperdício está em lugares previsíveis, tais como: redundância de bibliotecas de conteúdos e licenças de plataformas, múltiplos fornecedores que replicam recursos entre sistemas de gestão de aprendizagem (LMS), plataformas de experiência de aprendizagem (LXP), marketplaces de conteúdos e ferramentas de microaprendizagem — todos separados. Além disso, há o crescente problema de compras esporádicas de departamentos que acontecem alheias a uma supervisão centralizada, algo que as equipes de TI chamam de TI invisível, que representa cerca de um terço do total de gastos com softwares corporativos.

É importante examinar diferentes categorias, concentrando-se bem naquelas em que os desperdícios mais acontecem e utilizando uma estrutura diagnóstica que identifique a situação atual da organização.

O que os CFOs querem ver de verdade

O primeiro passo é identificar o desperdício. Em seguida, vem a elaboração do caso de negócios.

CFOs não avaliam investimentos em aprendizagem baseando-se em métricas de engajamento. Eles estão atentos a sinais de que os gastos estão agregando valor mensurável aos negócios: evidências de economia de custos gerada pela consolidação de fornecedores, comprovação de que os programas estão acelerando a capacitação, melhorias nas taxas de retenção e dados sobre mobilidade interna. Portanto, saiba que taxas de conclusão não contam essa história.

Equipes de aprendizagem que chegam com esse nível de rigor para discutir otimizações de orçamento têm mais chances de conquistar o apoio do time de finanças. A mudança é menos técnica do que parece, pois basta enquadrar os investimentos em aprendizagem nos moldes que o departamento financeiro já usa: custo por recurso, redução de contratações externas e aceleração na integração de funções críticas. Esses resultados não têm nada de hipotéticos, afinal, eles são mensuráveis.

É fundamental entender o que os CFOs querem ver de forma específica ao avaliarem qualquer investimento em aprendizagem.

A IA está revolucionando a economia em 2026

As organizações que estão esticando orçamentos miúdos não estão apenas auditando os gastos atuais. Elas estão, antes de tudo, usando a IA para mudar os custos de capacitação.

A IA generativa é capaz de reduzir o tempo de desenvolvimento de conteúdos de 40% a 60%, segundo a McKinsey. Os ganhos de eficiência vão além: uma plataforma nativa de IA reduz a necessidade de ferramentas separadas de curadoria, mapeamento de habilidades, recomendações para colaboradores e análises de dados. Quando uma empresa tem menos fornecedores, ela tem um custo total de propriedade menor, menos integrações para manter e um custo de administração mais baixo consumindo a capacidade de trabalho da equipe de T&D.

As equipes de RH e de T&D que avançam mais rapidamente nesse sentido não estão tratando a IA como um complemento, mas estão utilizando a tecnologia como uma estratégia de consolidação, a fim de eliminar a infraestrutura redundante que silenciosamente inflou seus orçamentos e fluxos de trabalho ao longo dos anos.

Otimização do orçamento em prol do sucesso sustentável

Orçamentos apertados não precisam produzir uma força de trabalho menos capacitada. As organizações que abandonarem logo esse ciclo serão aquelas que farão cortes menos dolorosos. Afinal, elas serão as que empregam o orçamento do jeito mais inteligente.

Para começar esse processo, as equipes de T&D precisam saber onde estão os desperdícios, entender o que os CFOs querem ver, e traçar um plano concreto que faça com que as iniciativas de aprendizagem deixem de ser vistas como centros de custos e passem a ser encaradas como potencializadoras de capacitação.

Nosso guia sobre uso inteligente do orçamento traz os cinco passos para reduzir custos, um checklist de comprovações que atendem ao ponto de vista de CFOs e maneiras detalhadas que farão a IA atuar como uma catalisadora da redução de custos para a área de T&D. Baixe-o agora mesmo para começar a montar um caso de negócios irrefutável, sustentável e econômico para a aprendizagem.

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