O ROI da IA virá da força de trabalho

Em todo o mundo, os investimentos corporativos em IA mais do que dobraram em 2025, segundo a Stanford University. O Capgemini Research Institute também descobriu que 80% das organizações estão investindo mais em IA generativa desde 2023.

Mesmo assim, um relatório do MIT publicado em 2025 identificou que quase 95% das empresas relatam retorno nulo sobre investimentos em IAs desenvolvidas internamente.

O volume e a velocidade desses investimentos em transformação são um indício de que adentramos uma nova era nas tecnologias do trabalho — talvez uma era diferente de tudo o que a humanidade já vivenciou até aqui. Independentemente disso, os resultados percebidos pelas empresas não estão fazendo jus a essas cifras enormes. E, pasmem, a culpa não é da tecnologia. 

O ROI da IA está cada vez mais distante — e as pessoas são o centro da questão

Instintivamente, colocamos a culpa da falta de ROI na tecnologia, ou mesmo no processo de implementação, como um determinado fornecedor que não dá conta de cumprir as promessas feitas no ato da venda ou integrações que não funcionam conforme o esperado. Sim, sabemos que situações como essas acontecem. Contudo, quando os problemas alcançam esse grau de generalização, podemos dizer que a questão é sistêmica. Se uma tecnologia só funciona bem para uma a cada sete empresas, enquanto todas as outras continuam investindo mais sem ter os mesmos resultados, é sinal de que o buraco é mais embaixo.

No fundo, a maioria das empresas está tratando a implantação da tecnologia como a linha de chegada: elas configuram o sistema, fazem um treinamento básico e consideram que o lançamento foi um sucesso. Contudo, é comum pensar tardiamente sobre a capacidade das pessoas de usar, de fato, as novas ferramentas para mudar a forma de trabalhar. Esta é a verdadeira explicação para a ausência de resultados: o gargalo é a capacitação da força de trabalho.

Grande parte das “estratégias de IA” são, na verdade, planos de aquisição de tecnologias que vêm com um treinamento à tiracolo. De maneira geral, os sistemas funcionam, mas os colaboradores não foram preparados para acompanhar o ritmo da mudança. Uma única sessão de treinamento durante um lançamento não é sinônimo de preparo da força de trabalho quando se tem uma lacuna de habilidades tão alargada quanto a da IA. Em última análise, as empresas precisam encontrar formas de aprimorar as habilidades das pessoas em menos tempo — e de maneira contínua.

Mesmo quando o sistema funciona como deveria, a adoção pode ser uma pedra no sapato. Isso é suficiente para prejudicar o sucesso de qualquer tecnologia, que é determinado justamente pelo que a força de trabalho faz com esse sistema. O abismo entre o acesso à tecnologia e o nível de preparo das pessoas virou o maior obstáculo para o retorno dos investimentos em IA e a transformação nos negócios. 

Um modelo operacional com foco em habilidades vira o jogo

Se o grande obstáculo das empresas é uma lacuna de habilidades, a adoção de um modelo operacional com foco em habilidades indica que cada ação na iniciativa de transformação da IA pode ser baseada nos dados de capacitação da força de trabalho. Sem essa visibilidade, o desenvolvimento dos profissionais ocorre às cegas e não dá chance de solucionar o problema do ROI da IA.

O que é um modelo operacional com foco em habilidades?

Um modelo operacional com foco em habilidades é um sistema fundamental construído a partir das habilidades que os colaboradores já têm, das habilidades que eles estão desenvolvendo e de como eles desenvolverão habilidades no futuro. O ponto de partida costumam ser os dados das habilidades existentes (e o nível de proficiência que as pessoas têm em relação a elas) na organização em um determinado momento. O ponto central não são funções estáticas, como o modelo tradicional.

Esse modelo requer respostas que os modelos baseados em funções não são capazes de dar: Quais equipes estão preparadas para encarar as mudanças no ambiente de trabalho? Quais funções devem sofrer com a velocidade das mudanças? Quais habilidades e capacidades estão sendo desenvolvidas? Quais não estão? 

Como essa visibilidade sobre as habilidades é convertida em ROI da IA?

Não dá para desenvolver capacidades de IA sem nem saber quais são as defasagens, assim como não dá para aumentar a proficiência sem saber por onde começar. Saber que há uma lacuna de habilidade entre a tecnologia de IA e as pessoas que a usam é uma coisa, mas entender que lacuna é essa e saber como saná-la é a solução para alcançar o objetivo da sua organização em menos tempo. 

Sem falar que quanto mais conhecimentos se tem sobre os aprendizes, mais personalizada pode ser a experiência de aprendizagem. Os dados de habilidades são a base para adaptar a aprendizagem para cada colaborador. Sem eles, os conteúdos e as experiências acabam sendo genéricos. Com o contexto certo em mãos, simulações com IA, coaching e outras experiências dinâmicas passam a ser possíveis e eficazes.

Exemplo: um modelo operacional com foco em habilidades com a integração Degreed + SAP

Se a Degreed já for o sistema de aprendizagem da sua organização, ela funciona como um hub unificado de habilidades entre os ecossistemas de RH e T&D, disponibilizando aos líderes um panorama prático das capacidades da força de trabalho. 

Por meio da integração com plataformas como a SAP e grandes provedores de conteúdos do mercado, essa camada unificada transforma os dados de habilidades em insights que os líderes podem usar como base para suas decisões. A potência e a interoperabilidade dessa parceria é crucial. Nesse sentido, a Degreed tem a certificação premium SAP Endorsed App por atender aos mais altos padrões de segurança, testes e desempenho estipulados pela SAP. 

Esse grau de interconectividade também pode ser a solução dos mais temidos desafios, como escalar com robustez. Por exemplo, um dos maiores desafios mundiais na estratégia de habilidades é a padronização. Uma proficiência de “Nível 3” em Londres pode ser completamente diferente de um “Nível 3” em Singapura. Não há uma universalidade no jargão de habilidades, por isso, os dados tendem a ser bagunçados e imprecisos. Nesse caso, a Degreed unifica os sinais de habilidades entre todos os provedores de tecnologia e os alinha com um sistema de registro em comum, como o Talent Intelligence Hub da SAP. Em um piscar de olhos, os dados ganham clareza e aplicabilidade.

Esse movimento respalda o planejamento de talentos e a mobilidade internacional da força de trabalho de uma multinacional, por exemplo, sem prejudicar a flexibilidade local das habilidades funcionais. 

Quando funcionam de forma integrada, o SAP SuccessFactors e a Degreed estabelecem um ecossistema coeso de gestão de talentos, no qual insights de habilidades embasam diretamente o desenvolvimento da força de trabalho. O SAP SuccessFactors opera como o sistema de registro, que identifica funções, necessidades e lacunas de habilidades críticas na força de trabalho. Já a Degreed assume o papel de sistema de ação ao proporcionar experiências de aprendizagem personalizadas e adaptativas. 

Juntas, as duas plataformas turbinam a transformação.

O preparo da força de trabalho é a peça que falta no quebra-cabeça dos investimentos em IA

As empresas que estão percebendo o ROI da IA estão apostando em outra frente: elas acreditam que formar uma força de trabalho capacitada é tão importante para a estratégia corporativa quanto investir nas tecnologias certas, no momento certo.

É aí que um modelo operacional com foco em habilidades e uma estrutura tecnológica conectada fazem a diferença: a integração do sistema de registro do SAP SuccessFactors com o sistema de ação da Degreed possibilita o tráfego fluido de dados de habilidades em uma estrutura tecnológica coesa, o que gera uma visão abrangente do nível de preparo da força de trabalho, um elemento essencial da estratégia de transformação da IA e dos negócios. Assim, fica mais fácil identificar as lacunas de habilidades que estão atrapalhando a adoção da IA e a geração de ROI, sanar essas lacunas em menos tempo e manter o desenvolvimento alinhado, mesmo que as prioridades não parem de mudar.

O sucesso da transformação depende da capacidade da força de trabalho de acompanhar o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas. A era da IA recompensa as organizações que desenvolvem os colaboradores para serem capazes de usar a tecnologia como uma vantagem competitiva mensurável. 

Baixe o guiaA transformação da sua empresa não está na IA. Ela está nas pessoas. Uma material criado em conjunto pela Degreed e pela SAP.

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